Do impeachment às prisões: a longa crise política dos governadores do Rio

Considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (25), o ex-governador Cláudio Castro passa a integrar uma estatística que expõe a instabilidade política no comando do estado. Ele é o sétimo chefe do Executivo fluminense a enfrentar problemas com a Justiça em uma sequência que se arrasta, sem interrupções, desde o início dos anos 2000.
Castro foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e ficará inelegível por oito anos. Antes dele, outros governadores tiveram mandatos marcados por afastamentos, prisões e até impeachment — como seu antecessor, Wilson Witzel, afastado do cargo em 2021.
A sucessão de episódios, no entanto, tem raízes mais antigas. O ex-governador Moreira Franco (1987–1991) foi preso em 2019 na Operação Descontaminação, desdobramento da Operação Lava Jato.
A partir dos anos 2000, a crise se intensificou. Anthony Garotinho (1999–2002) foi preso cinco vezes entre 2016 e 2019 por acusações ligadas a crimes eleitorais. Sua sucessora e esposa, Rosinha Garotinho (2003–2006), também foi detida em 2017 e 2019 sob suspeita de envolvimento em caixa dois.
Na sequência, Sérgio Cabral (2007–2014) foi preso em 2016 na Operação Calicute e acumulou diversas condenações. Já Luiz Fernando Pezão (2014–2018) foi detido em 2018, ainda no exercício do mandato, durante a Operação Boca de Lobo.
Entre os governadores mais recentes, poucos escaparam desse histórico. Leonel Brizola e Benedita da Silva, que ocupou o cargo interinamente, não foram alvo de prisões ou afastamentos por corrupção. O mesmo ocorre com Francisco Dornelles, que assumiu o governo durante o afastamento de Pezão e também não figura na lista.

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