Especialista esclarece quando a reposição hormonal pode ser indicada
As baixas temperaturas registradas em Petrópolis, durante o inverno, podem agravar sintomas que, normalmente, fazem parte da rotina de muitas mulheres durante a menopausa. Com o clima típico da serra, alterações provocadas pela queda hormonal podem tornar mais intensos quadros como ondas de calor, calafrios, insônia, dores musculares e oscilações de humor, comprometendo a qualidade de vida.
A menopausa é um processo fisiológico comum na vida da mulher, responsável por desencadear alterações físicas, emocionais e metabólicas. De acordo com a Dra. Nathália Ventura, médica especializada em nutrologia, endocrinologia e metabologia, nesta época do ano, variações de temperatura podem resultar em respostas exageradas do organismo.
“Durante o inverno, a prática de atividade física é reduzida, assim como a exposição ao sol. Por isso, é possível identificar mais rigidez muscular e alterações de humor, que pioram os sintomas já existentes, como ondas de calor e frio, suor noturno, insônia, dores, ressecamento da pele e sensação de fadiga e indisposição”, destacou.
Para a médica, a intensidade dos sintomas pode variar, levando em consideração características individuais como genética, idade, queda hormonal, composição corporal, doenças crônicas e saúde emocional. Os casos mais intensos ocorrem em mulheres que apresentam ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares, menopausa precoce e obesidade.
“Para enfrentar a menopausa com mais tranquilidade nos dias frios, é fundamental manter uma rotina de exercício físico, acompanhado de alimentação rica em proteínas, fibras e produtos naturais, além de garantir a ingestão adequada de água, cuidar da qualidade do sono, manter níveis adequados de vitamina D, hidratação diária da pele, evitar excesso de álcool e cigarro, além de realizar acompanhamento médico periódico”.
Segundo a Dra. Nathália Ventura, os sintomas passam a exigir atenção e avaliação médica quando são identificadas alterações de humor, sangramento após a menopausa, perda de libido, dor durante as relações sexuais, fadiga intensa e sintomas urinários recorrentes. Esses fatores podem indicar a necessidade de avaliação médica, para verificar se a terapia hormonal pode ser uma opção adequada.
“Antes de qualquer tratamento, verificamos alterações na tireoide, deficiência de ferro e vitaminas, por exemplo, dando prosseguimento através do histórico clínico da paciente. A terapia hormonal é um tratamento eficaz para mulheres com sintomas vasomotores moderados ou intensos. A reposição reduz os sintomas, melhora a qualidade de vida, previne a perda óssea e reduz o risco de osteoporose”, destacou.
A terapia hormonal não é indicada para todas as mulheres. As contraindicações acontecem, normalmente, em casos de câncer de mama, sangramento uterino sem investigação, doença hepática grave, trombose venosa, embolia pulmonar e algumas doenças cardiovasculares. “A decisão deve ser feita após avaliação médica individualizada, considerando riscos e benefícios”, concluiu.
Para dicas sobre o assunto, a médica elaborou gratuitamente uma série de vídeos, com informações que priorizam a saúde, através do Instagram @dranathaliaventura. Diariamente, perguntas são respondidas e instruções fornecidas às pessoas que buscam por tratamento. Atendimentos clínicos também são realizados nas clínicas localizadas em Duque de Caxias e Petrópolis.
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