Ilustração

Bilhões de moedas de 1 e 5 centavos ainda estão em circulação no Brasil

Apesar de praticamente terem desaparecido das compras do dia a dia, as moedas de menor valor do real ainda representam um estoque expressivo no país. Dados do Banco Central mostram que bilhões de unidades das moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05 permanecem registradas em circulação.
No caso da moeda de 1 centavo, são cerca de 3,19 bilhões de unidades, o que corresponde a aproximadamente R$ 31,9 milhões em valor de face. A moeda faz parte da primeira família do real e entrou em circulação em 1º de julho de 1994. O Banco Central mantém o registro da denominação entre as moedas produzidas, embora sua presença nas transações comerciais tenha se tornado cada vez mais rara.
Já a moeda de 5 centavos possui um estoque ainda maior. Dados do Banco Central apontam 8.333.120.601 unidades em circulação, equivalentes a aproximadamente R$ 416,7 milhões. A denominação de R$ 0,05 também integra as moedas do real desde o lançamento da primeira família, em 1994, e continua sendo produzida na segunda família.
Somadas, as duas denominações representam mais de 11,5 bilhões de moedas, com valor facial superior a R$ 448 milhões.
A moeda de 5 centavos, inclusive, continua sendo produzida. Segundo o Banco Central, foram cunhadas 343,296 milhões de unidades em 2025. A instituição também registra produções anuais anteriores, mostrando que a denominação permanece fazendo parte do meio circulante brasileiro.
A moeda de 1 centavo, por outro lado, tem uma presença muito menor no cotidiano. Embora continue relacionada entre as moedas do real, sua utilização prática caiu significativamente ao longo dos anos. O próprio Banco Central mantém informações históricas sobre a denominação, que começou a circular junto com o real, em 1994.
É importante destacar que o número de moedas “em circulação” não significa que todas estejam efetivamente passando de mão em mão ou sendo utilizadas pelos consumidores. Parte desse estoque pode estar guardada em residências, estabelecimentos comerciais, cofres, coleções ou simplesmente fora do uso cotidiano.
Apesar dos números, a falta de moedas circulando no dia-a-dia, traz transtornos na hora do troco. Moedas guardadas em gavetas, cofrinhos, bolsas, carros e outros lugares, deixando de retornar ao comércio. Segundo o BCB, esse comportamento afeta aproximadamente 35% do total de moedas produzidas e e acaba provocando dificuldades para a formação do troco.
Mesmo com o baixo valor individual, o enorme número de unidades faz com que essas pequenas moedas representem uma quantia significativa quando consideradas em conjunto. No caso das moedas de 5 centavos, são mais de R$ 400 milhões distribuídos em bilhões de peças.
O Banco Central mantém as moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05 entre as denominações do real. Assim, apesar de terem perdido espaço no cotidiano, elas continuam fazendo parte do sistema monetário brasileiro.

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