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Sons de Esperança reúne Coro Santa Cecília e pianista Cherli Hort em concerto especial no Teatro Imperial

Concerto comemorativo pelos dois anos do Coro Santa Cecília será apresentado na sexta-feira, 18 de setembro, e une música, formação, superação e histórias de vida em uma noite especial

O palco do Teatro Imperial, em Petrópolis, recebe na sexta-feira, 18 de setembro, às 19h30, o concerto “Sons de Esperança”, uma apresentação comemorativa pelos dois anos do Coro Santa Cecília, da Escola de Música Santa Cecília, com participação especial da pianista Cherli Hort. Idealizado pelo próprio coro e com direção artística do maestro e diretor de ensino Lucas Ribeiro, o espetáculo propõe uma experiência de aproximadamente 70 a 75 minutos, reunindo canto coral, piano, vozes solistas e participações instrumentais em uma narrativa construída a partir de temas como formação, pertencimento, fé, superação, conexão e esperança.

Mais do que marcar uma data no calendário artístico da instituição, “Sons de Esperança” pretende transformar o concerto em um encontro de histórias. O projeto parte da ideia de que cada integrante do Coro Santa Cecília carrega uma trajetória própria e que, quando essas histórias se encontram por meio da música, a experiência individual passa a fazer parte de uma construção coletiva. Em dois anos de atividade, o coro se consolidou como espaço de formação musical, disciplina, convivência, expressão e pertencimento.

A escolha de Cherli Hort para a participação especial amplia justamente essa dimensão humana do espetáculo. Pianista, educadora musical, correpetidora e escritora, Cherli tem 35 anos de dedicação ao piano e é licenciada em Música pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), com formação erudita pela Associação das Escolas de Música do Paraná e pós-graduação em Música e Cognição pela Uninter. Sua atuação inclui o trabalho como pianista correpetidora, acompanhando instrumentistas, com destaque para o violino, além de corais de prestígio em Curitiba.

Sua trajetória também ultrapassa as salas de concerto. Cherli participou de viagens missionárias internacionais como pianista acompanhante e solista vocal em países como Estados Unidos, Alemanha, Suíça, Argentina e Paraguai. Em Dayton, Ohio, aperfeiçoou a técnica vocal e, ao longo da carreira, desenvolveu experiências que aproximam performance, educação musical, produção e testemunho pessoal.

A artista também carrega uma trajetória de superação que dialoga diretamente com a proposta do concerto. Depois de enfrentar o câncer e a viuvez, encontrou na música e na escrita caminhos de restauração e reconstrução. Tornou-se coautora do livro A Matemática da Fé e idealizou três concertos solo em sua cidade, nos quais compartilha sua experiência de superação por meio da música. Na área pedagógica, atualmente leciona para cerca de 35 alunos, entre crianças e adultos, em modalidades presencial, on-line e por meio de um sistema interativo de piano.

Sua carreira inclui ainda atuação em produção musical e arranjos, com direção artística e gravação de diversos CDs. O projeto “Sons de Esperança” propõe que essa trajetória seja apresentada com sensibilidade, por meio do repertório e de breves intervenções, respeitando os aspectos biográficos que forem autorizados pela própria pianista.

Para Lucas Ribeiro, diretor de ensino e responsável pela direção artística do concerto, a proposta nasce justamente do encontro entre diferentes trajetórias.

“Sons de Esperança é um concerto sobre encontros. Cada integrante do coro chega ao palco trazendo sua própria história, sua experiência e seu processo de formação. Quando essas histórias se encontram com a trajetória da Cherli, com o piano, com os solistas e com todos os elementos musicais, construímos uma narrativa que fala de conexão, superação e esperança. A música é o fio condutor dessa experiência.”.

A estrutura do espetáculo foi pensada em três movimentos: “As raízes”, “As conexões” e “A esperança que permanece”. No primeiro momento, a proposta é apresentar as bases da trajetória musical — escuta, estudo, tradição e disciplina — com Cherli iniciando ao piano e o coro surgindo gradualmente. O repertório inclui piano solo, “Adeste Fidelis”, “Counting Music” e “La Campanella”, de Franz Liszt.

O segundo movimento, “As conexões: histórias que se encontram”, concentra a dimensão mais humana do concerto e reúne obras relacionadas à convivência, memória, caminhos e vínculos. Estão previstas interpretações de “Hinneh Ma Tov”, “O Som da Pessoa”, “Ponta de Areia”, “Tocando em Frente” e “Trem Bala”, além de números especiais como “Bring Him Home”, com piano e violino, e “I Can Hear Your Voice”, com piano e vozes.

Já o terceiro movimento, “A esperança que permanece”, conduz o público para uma narrativa de superação e reconstrução. A trajetória de Cherli dialoga com as histórias presentes no coro e leva a apresentação de uma dimensão mais íntima para uma afirmação coletiva de esperança.

Um palco que faz parte da história da Escola
A escolha do Teatro Imperial não é casual. O espaço guarda uma relação histórica direta com a trajetória da Escola de Música Santa Cecília e com a própria formação cultural de Petrópolis. O atual teatro foi inaugurado em 1955, originalmente como Teatro Santa Cecília, dentro do conjunto construído para abrigar a Escola e concretizar um antigo projeto ligado ao maestro Paulo Carneiro. Ao longo das décadas, o espaço passou por diferentes fases e denominações, incluindo Cine Art-Palácio e Cine-Teatro Santa Cecília, até chegar à atual configuração como Teatro Imperial.

A história começa ainda antes. Fundada em 1893, a Escola de Música Santa Cecília tornou-se uma presença permanente na vida cultural de Petrópolis. Depois da morte de seu fundador, o maestro Paulo Carneiro, em 1923, amigos e colaboradores se reuniram para preservar seu legado e deram continuidade à instituição.

Em 1950, teve início a construção do complexo que daria origem ao atual edifício da Escola e ao Teatro Santa Cecília, inaugurados cinco anos depois.

A relação entre ensino e palco estava presente desde a concepção do espaço. A Escola não foi pensada apenas como local para aulas de música, mas também como ambiente destinado às apresentações artísticas. Ao longo de sua história, o teatro recebeu atividades musicais e culturais e se tornou parte importante da memória artística petropolitana.

Em 2023, o espaço passou por um processo de revitalização, preservando características arquitetônicas originais. Atualmente, o Teatro Imperial mantém a ligação histórica com o antigo Teatro Santa Cecília e integra esse importante capítulo da trajetória cultural da cidade.

Para a presidente voluntária da Escola de Música Santa Cecília, Janine Meirelles, retornar ao palco que faz parte dessa história tem um significado especial.

“É um orgulho muito grande para a Escola de Música Santa Cecília ocupar mais uma vez esse palco tão importante para a nossa história. O Teatro Santa Cecília, hoje Teatro Imperial, nasceu ligado ao sonho de oferecer à nossa comunidade um espaço de formação, arte e apresentação. Voltar a esse palco com os alunos, com o nosso coro e com uma artista como Cherli Hort é reafirmar essa história e mostrar que ela continua viva.”.

Janine também destaca o envolvimento dos alunos na preparação do concerto e a importância do compromisso coletivo para que uma apresentação desse porte aconteça.

“Existe muito trabalho, estudo, disciplina e comprometimento por trás de cada música que o público vai ouvir. Para nós, é muito importante que os alunos compreendam que fazer música em conjunto também é aprender a ouvir, respeitar o outro, assumir responsabilidades e construir algo maior coletivamente. Esse concerto é uma celebração dos dois anos do coro, mas também é uma celebração do crescimento de cada aluno que estará naquele palco.”.

A escolha de retornar ao Teatro Imperial estabelece, inclusive, uma continuidade simbólica com o concerto realizado pelo Coro Santa Cecília em seu primeiro aniversário. O próprio projeto considera esse retorno uma etapa importante do amadurecimento artístico do grupo e da valorização da produção cultural desenvolvida pela Escola.

Para Lucas Ribeiro, essa continuidade também representa um novo momento na trajetória do coro.

“Celebrar dois anos de um coro é olhar para aquilo que já foi construído, mas também reconhecer tudo o que ainda pode nascer. O ‘Sons de Esperança’ foi pensado como uma passagem: celebramos as raízes, reconhecemos as conexões que construímos e apontamos para uma esperança que permanece. Queremos que o público saia do teatro não apenas tendo assistido a um concerto, mas tendo vivido uma experiência de encontro.”.

Ao todo, a apresentação terá duração estimada entre 70 e 75 minutos, com cerca de dez obras do repertório coral, momentos de piano solo e interlúdios, números especiais para piano e voz ou vozes, além das falas e transições. O formato foi planejado para que a música conduza a maior parte da narrativa, com intervenções breves entre os movimentos.

A proposta também reforça o papel da Escola de Música Santa Cecília como espaço de formação artística e produção cultural. Entre os objetivos do projeto estão apresentar a evolução técnica, musical e expressiva do coro, criar oportunidades de protagonismo para solistas e pequenos grupos, valorizar a trajetória de Cherli Hort e fortalecer a atuação da instituição junto à comunidade.

No fim, “Sons de Esperança” pretende fazer do próprio palco um ponto de encontro entre diferentes gerações, experiências e trajetórias. A proposta resume esse conceito ao afirmar que esperança não deve ser apenas um tema de um concerto, mas uma experiência construída e compartilhada entre artistas, alunos e público.

Os ingressos para o concerto “Sons de Esperança” já estão à venda, no valor de R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada). As entradas podem ser adquiridas diretamente na bilheteria do Teatro Imperial ou pelo Ingresso Digital (https://ingressodigital.com/evento/21861/concerto-sons-de-esperanca).

Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na sede da Escola de Música Santa Cecília, localizada na Rua General Osório, 192, Centro de Petrópolis, pelo telefone e WhatsApp (24) 2242-2191 ou pelas redes sociais @emusicasantacecilia (Instagram) e @santaceciliapetropolis (Facebook).

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