A Câmara Municipal de Petrópolis realizou nesta terça-feira (14) uma audiência pública para discutir os impactos da inteligência artificial na educação. A sessão, promovida pela Comissão de Educação, Assistência Social e Direitos Humanos, cumpre o objetivo de ampliar a participação popular e debater políticas públicas relacionadas à tecnologia e à inovação no ensino.
O encontro reuniu especialistas, pesquisadores, representantes de instituições de ensino e tecnologia, além de autoridades municipais. Na abertura, a vereadora Professora Lívia destacou a importância de refletir sobre o papel da inteligência artificial desde a educação básica até a formação científica e tecnológica: “Estamos na véspera do Dia das Professoras e dos Professores, e queremos discutir como a tecnologia pode impactar a educação e a sociedade, preparando nossos estudantes para os desafios do futuro”, afirmou.
Além da vereadora Professora Lívia, também participaram do debate os vereadores Júlia Casamasso e Thiago Damaceno, além de Tomás Martinelli e Pedro Corrêa, presidente e vice-presidente do Instituto Máquina Aberta, respectivamente; Mateus Ferreira de Bastos, professor da UFRJ e coordenador do Grupo OASIS; Douglas Ferreira, diretor do CIEP da Posse; Márcio Filho, presidente da ACJogos; Andressa Alves Machado, do projeto Meninas STEM; Augusto Queiroz, do programa Bolsa Futuro Digital; Esteban Clua, professor e pesquisador da UFF; Márcio Borges, diretor do LNCC; Roberto Musser, da ACEP; e Marcilene Scantamburlo, Assessora Especial de Projetos em Tecnologia Educacional da Secretaria de Educação.
Durante a audiência foram apresentados desafios e oportunidades da inteligência artificial na educação, com destaque para o Programa Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê investimentos bilionários nos próximos quatro anos, e ainda a defesa do novo supercomputador de Inteligencia Artificial que deverá ser instalado em Petrópolis, ampliando a capacidade do LNCC e consolidando a cidade como polo estratégico em ciência e tecnologia no país.
A vereadora Professora Lívia também abordou os desafios locais, apontando a falta de investimentos recentes em ciência e tecnologia no município e destacou a iniciativa de implementar laboratórios de robótica em três escolas da rede municipal Escola do Alto Independência, Escola Marcelo Alencar e Escola Jandira Bordignon – para atender alunos do 1º ao 5º ano da educação básica.
O vereador Tiago Damaceno reforçou a importância do debate crítico, destacando que a tecnologia deve ser uma ferramenta a serviço da educação, sem substituir o papel de professores e professoras na sala de aula. “Além de fortalecer nossos equipamentos de ciência, tecnologia e inovação, precisamos discutir de forma ampla o futuro da inteligência artificial na educação e no desenvolvimento de Petrópolis”, destacou.
A audiência pública permitiu que vereadores, especialistas e cidadãos acompanhassem de forma detalhada os impactos da tecnologia na educação, promovendo diálogo, esclarecimento e participação popular na construção de políticas públicas voltadas para ciência, tecnologia e inovação.
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