CINECLUBE CASA STEFAN ZWEIG exibe AS CORES E AMORES DE LORE

Fascinante, colorida, criativa, a vida e a obra da pintora alemã̃ Eleonore Koch, única discípula de Volpi, judia alemã que se refugiou com a família no Brasil pouco antes da Segunda Guerra Mundial é a grande pedida para quem busca alternativas ao Carnaval neste sábado. Produzido a partir de uma série de encontros entre o diretor Jorge Bodanzky e a artista, o filme retrata os últimos anos de Lore e fez parte da seleção oficial do Festival É Tudo Verdade de 2024. 

A adolescente Lore tinha especial interesse por cores e, aos 17 anos, entrou na Escola de Belas Artes de São Paulo, mas abandonou o curso antes do fim. Aconselhada pelos pais, aprendeu encadernação. Estudou depois com artistas como a húngara Yolanda Mohalyi, Elisabeth Nobiling, Samson Flexor e, a partir de 1947, com o escultor Bruno Giorgi. Apoiada pelos pais, seguiu para uma temporada em Paris com Árpád Szenes, artista exilado húngaro que passou alguns anos em Santa Teresa, Rio de Janeiro com a mulher Maria Helena Vieira da Silva, também pintora.

Antes de se dedicar apenas à pintura como cenógrafa na TV Tupi, foi secretária dos físicos Mário Schenberg e César Lattes na Universidade de São Paulo (USP) e do designer Aloísio Magalhaes no Rio de Janeiro. Continuou sua formação com Alfredo Volpi, de quem é considerada a única discípula. Aprendeu com o mestre a trocar as tintas a óleo pela tempera. Mas a relação era difícil: ele nunca pintava na frente da aluna, falava pouco, e as vezes discutiam por causa de alguma determinada cor.

Após relutância inicial dos curadores, suas obras foram exibidas em quatro Bienais Internacionais de São Paulo consecutivas, entre 1959 e 1967. Também participou de diversas edições do Salão Paulista de Arte Moderna e do Salão Nacional de Arte Moderna. Realizou mostras individuais em importantes galerias de São Paulo e do Rio de Janeiro nas décadas de 1950 e 1960, bem como no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Na década de 1960 foi morar em Londres, onde expôs e conheceu o mecenas e colecionador Alistair McAlpine, que comprava toda a sua produção. Para complementar a renda, durante 13 anos foi funcionária da Scotland Yard, traduzindo depoimentos de indiciados. Em 1989 voltou ao Brasil e parou de pintar em 2002. Lore Koch faleceu em 2018 e seus quadros tiveram uma valorização fenomenal no

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