Dra. Nathália Ventura, médica especializada em nutrologia e endocrinologia / Divulgação

“Falso magro” reacende alerta para riscos invisíveis à saúde

Médica fala sobre a importância de entender que peso não mensura saúde

A balança nem sempre é o indicativo perfeito para definir saúde. O “falso magro”, termo popular que descreve pessoas que apresentam peso corporal aparentemente normal, pode esconder riscos invisíveis para a saúde e, metabolicamente, um possível desequilíbrio do organismo. Nesta condição, o excesso de gordura corporal e a baixa massa muscular são alguns dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças.

Para a Dra. Nathália Ventura, médica especializada em nutrologia e endocrinologia, é necessário entender que o peso corporal não diferencia gordura de músculo e também não identifica onde ela está localizada. “É possível que uma pessoa tenha um Índice de Massa Corporal dentro do ideal, porém, ainda assim, venha a apresentar resistência à insulina, inflamação crônica e disfunções silenciosas”, destacou.

O falso magro, normalmente, apresenta sinais como o acúmulo de gordura abdominal, flacidez, cansaço frequente, dificuldade para ganhar massa muscular e oscilações de energia ao longo do dia. Em outras possibilidades, as alterações são identificadas por meio de exames laboratoriais que, se não tratados, podem resultar em riscos para a saúde.

“Essas pessoas possuem uma chance elevada de desenvolver doenças, como a diabetes tipo 2, a síndrome metabólica, problemas cardiovasculares e a esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado”, destacou a Dra. Nathália Ventura.

Ainda de acordo com a médica, o sedentarismo, a falta de atividades físicas, pouca ingestão de proteínas, consumo elevado de ultraprocessados, dietas restritivas, privação do sono e estresse crônico, são alguns dos principais fatores que levam à condição de “falso magro”. Neste caso, a recomposição corporal e metabólica são as mais adequadas.

“A balança não consegue mostrar inflamação, qualidade metabólica e nem composição corporal. Avaliar somente o peso, pode atrasar diagnósticos importantes. O recomendável é que a pessoa tenha um acompanhamento individualizado, com análise completa e monitoramento contínuo, restaurando o equilíbrio do organismo e a qualidade de vida”, completou a médica.

Para dicas sobre o assunto, a médica elaborou gratuitamente uma série de vídeos, com informações que priorizam a saúde, através do Instagram @dranathaliaventura. Diariamente, perguntas são respondidas e instruções fornecidas às pessoas que buscam por tratamento. Atendimentos clínicos também são realizados nas clínicas localizadas em Duque de Caxias e Petrópolis.

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