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Alargamento da Agante Moço continua parado apesar de licitação, obra iniciada e recursos garantidos

Dois anos após o início do projeto, Itaipava ainda aguarda a conclusão da intervenção considerada essencial para desafogar o trânsito.

A concretagem de cerca de um quilômetro da Rua Jenny Gomes, executada recentemente pela Prefeitura de Petrópolis, recolocou em evidência o debate sobre a infraestrutura viária de Itaipava. Embora represente um avanço para uma importante via do distrito, a obra contrasta com a situação de projetos considerados estratégicos para a mobilidade local, como a Rua Joaquim Agante Moço. O projeto completou dois anos de iniciado, com licitação e verbas garantidas e foi abandonado.

A história da Rua Joaquim Agante Moço ilustra o impasse vivido pela mobilidade em Itaipava. Considerada uma das principais intervenções para desafogar o trânsito do distrito, a obra de drenagem, alargamento e pavimentação foi iniciada em 29 de abril de 2024, com prazo de execução de 120 dias. O cronograma chegou a ser prorrogado por mais quatro meses, mas os trabalhos foram interrompidos em novembro daquele ano e, desde então, permanecem paralisados. Em 2025, o projeto voltou a avançar com a aprovação de cerca de R$ 3,8 milhões em recursos federais, destinados à conclusão da intervenção, mas a retomada da obra ainda depende dos trâmites para liberação dos recursos e de nova mobilização do município.

O abandono do projeto reforça constatação de que intervenções consideradas estratégicas continuam à espera de prioridade. Para o presidente do movimento Unidos por Itaipava (Unita), Alexandre Plantz, a mobilidade deixou de ser apenas uma questão de trânsito e passou a interferir diretamente no desenvolvimento econômico do distrito. “Itaipava precisa ser vista dentro de uma lógica estrutural. Mobilidade significa acesso ao comércio, ao turismo e qualidade de vida para quem mora e trabalha aqui. Obras como a da Agante Moço são fundamentais para acompanhar o crescimento que o distrito já vive”, afirma.

Enquanto o binário segue sem sair do papel, a Prefeitura anunciou recentemente a concretagem de cerca de um quilômetro da Rua Jenny Gomes. A obra representa a principal intervenção de pavimentação em andamento na região e atende a uma demanda importante daquela localidade. Ainda assim, o investimento evidencia outro contraste: diversas ruas de Itaipava continuam com pavimento deteriorado, sem previsão de recuperação completa.

Para o secretário da Unita, Fabrício Santos, a melhoria pontual é positiva, mas não resolve o conjunto dos problemas enfrentados pelo distrito. “A infraestrutura precisa acompanhar o crescimento. Hoje existem vias importantes com condições precárias, dificultando o deslocamento de moradores, turistas e clientes do comércio. O distrito precisa de um planejamento viário mais amplo”, observa.

Outro exemplo da diferença entre ações emergenciais e investimentos estruturais é a abertura da licitação de R$ 6,8 milhões para a operação tapa-buracos em Petrópolis. Embora o serviço seja considerado necessário para reduzir os impactos imediatos das más condições do asfalto, ele não substitui obras de reconstrução da malha viária, drenagem e recapeamento integral, capazes de oferecer uma solução duradoura.

Na avaliação da Unita, o município tem respondido às demandas mais urgentes, mas continua sem apresentar avanços proporcionais nas intervenções capazes de preparar Itaipava para o crescimento que já se consolidou. O distrito ganha novos condomínios, centros comerciais, hotéis e restaurantes, amplia sua população e aumenta o fluxo diário de veículos, enquanto projetos considerados estruturantes, como a Agante Moço, seguem aguardando execução.

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