Divulgação

Petropolitana busca apoio para concluir documentário sobre antigos cinemas de Petrópolis

“Máquina Para o Olho – A Cidade Pelas Lentes do Cinema” nasceu de um trabalho de conclusão de curso em Arquitetura e Urbanismo da UFRJ e já mapeou seis antigas salas de cinema da cidade, hoje transformadas em igrejas, estacionamentos e hotel. De 4 a 6 de setembro, a produção volta às ruas e pede apoio popular via financiamento coletivo

A cidade serrana, conhecida como cidade imperial, volta a ser palco de um projeto que investiga sua história por trás das fachadas. Entre os dias 4 e 6 de setembro, a equipe do documentário “Máquina Para o Olho – A Cidade Pelas Lentes do Cinema” realiza a última etapa de filmagens. Para viabilizar a produção, a equipe abriu uma nova campanha de financiamento coletivo, dando sequência ao apoio que já recebeu do comércio e da população local na primeira fase de rodagem.

O documentário é dirigido pela petropolitana Rebeca Motta Gomes, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU/UFRJ), com orientação do professor Gustavo Badolati Racca. O projeto nasceu como Trabalho Final de Graduação (TFG) e, ao longo da pesquisa, ganhou corpo até se transformar em produção audiovisual independente, hoje conduzida pelo coletivo Studio Imaginário.

A pesquisa de Rebeca partiu de uma inquietação: o que aconteceu com os antigos cinemas de rua de Petrópolis? O levantamento, feito a partir de caminhadas fotográficas, visitas técnicas e consultas ao Arquivo Histórico da cidade, identificou ao menos seis salas que fizeram parte do circuito de idas ao cinema na cidade e que hoje abrigam outros usos: o Cinema Petrópolis, ocupado por um templo neopentecostal; o Cinema Capitólio, hoje o Estacionamento Império; o Cinema Casablanca, atual hotel de mesmo nome; o Cinema Miragem, também transformado em estacionamento; além do Teatro Dom Pedro e do Cinema Art-Palácio.

Um dos momentos mais marcantes da pesquisa aconteceu durante uma visita técnica ao antigo Cinema Casablanca: por trás das acomodações do hotel que ocupa parte do prédio, a equipe encontrou os vestígios da antiga sala de projeção em ruínas, incluindo um gramofone e as cortinas originais do palco, preservados em meio à deterioração da estrutura. O achado reforçou o eixo central da obra, que trata a cidade como um arquivo vivo de memórias em risco de desaparecer.

Ao cruzar cinema, arquitetura, história e filosofia, o documentário busca refletir sobre a decadência urbana de Petrópolis, marcada por evasão econômica, enfraquecimento do comércio de rua e descaso com o patrimônio histórico, e, ao mesmo tempo, propor um outro olhar sobre a cidade: mais criativo, coletivo e voltado ao futuro.

“O objetivo do projeto é elevar a autoestima da cidade ao passo em que gera a reflexão sobre a história do lugar em que vivemos e a cidade que queremos para o presente, levando a imaginarmos como podemos construí-la através de nossos sonhos”, conta Rebeca.
A primeira etapa de gravações, realizada entre 25 e 29 de março de 2026, só foi possível graças à mobilização de comerciantes e moradores de Petrópolis. Divulgado boca a boca pela cidade, o projeto arrecadou pouco mais de R$ 4 mil em apoio direto, além de locações cedidas gratuitamente, patrocínio de material gráfico e empréstimo de figurinos e equipamentos, movimento que também rendeu à produção parcerias com historiadores, jornalistas, arquitetos e artistas locais.

Agora, para realizar a etapa final de rodagem, entre 4 e 6 de setembro, a equipe recorre novamente ao público. A meta é garantir que a produção enfrente os desafios finais da filmagem, consolidando um projeto que já se tornou um movimento de inovação social na cena artística petropolitana.

Como apoiar a campanha

Chave PIX: studioimaginario.filme@gmail.com
Valor sugerido: de R$ 50 a R$ 350 – contribuições dentro dessa faixa garantem a logo da marca, empresa ou instituição apoiadora nos créditos finais do filme. Qualquer valor é bem-vindo.
Período da campanha: até 6 de setembro de 2026, data de encerramento das gravações.
Mais informações: maquinaparaoolho.com

Sobre o projeto

Máquina Para o Olho – A Cidade Pelas Lentes do Cinema é um documentário independente que investiga a história dos antigos cinemas de rua de Petrópolis (RJ) como ponto de partida para discutir memória, patrimônio e os rumos da cidade. Nascido como Trabalho Final de Graduação em Arquitetura e Urbanismo na UFRJ, o projeto é dirigido por Rebeca Motta Gomes e produzido pelo coletivo Studio Imaginário, reunindo profissionais do audiovisual, historiadores, artistas e moradores de Petrópolis. Instagram: @rebecamottag e @studio_imaginario_. Site: https://maquinaparaoolho.com/

SERVIÇO

Máquina Para o Olho: A Cidade Pelas Lentes do Cinema
Última etapa de filmagens: de 4 a 6 de setembro de 2026
Chave PIX: studioimaginario.filme@gmail.com
Valores: qualquer contribuição é bem-vinda. Apoios entre R$ 50 e R$ 350 garantem a inclusão da logo da marca, empresa ou instituição apoiadora nos créditos finais do filme.
Mais informações: maquinaparaoolho.com

ED 531-CLIQUE AQUI