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Estado do Rio deflagra maior mobilização da história contra o desmatamento dentro da Operação Mata Atlântica em Pé 2026

Ação conjunta entre Ministério Público, SEAS, INEA e municípios fiscalizou 168 alertas em 64 municípios e resultou em 219 medidas administrativas e mais de 800 mil reais em multas

Foram 168 alertas de desmatamentos de Mata Atlântica atendidos; 314 hectares vistoriados; 64 cidades fluminenses mobilizadas; 225 medidas administrativas adotadas; e mais de R$ 800 mil  em multas por supressão ilegal  de vegetação. Este foi o saldo da participação do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na Operação Mata Atlântica em Pé, a maior mobilização da história do Estado do Rio de Janeiro contra *o desmatamento do bioma, que contou com a participação do Ministério Público e municípios.

Realizada ao longo do mês de agosto, a edição integrou uma iniciativa  nacional, que   reuniu os 17 estados abrangidos pelo bioma da Mata Atlântica, em uma atuação coordenada para fortalecer a fiscalização e a proteção da floresta.

No Rio de Janeiro, a Operação Mata Atlântica em Pé combinou diferentes estratégias de fiscalização: dos 168 alertas atendidos, 33 foram analisados exclusivamente de forma remota, enquanto 62 foram atendidos somente em campo. Outros 73 alertas tiveram atuação combinada, com fiscalização remota e vistoria em campo. A estratégia permitiu ampliar a capacidade de resposta das equipes e direcionar as ações presenciais para as áreas que demandavam verificação em campo.

Em 2025, a operação no Estado do Rio de Janeiro contemplou 36 alertas de desmatamento, distribuídos em 14 municípios fluminenses, totalizando uma área de 101,43 hectares.

Olho no Verde: monitoramento e tecnologia a serviço da fiscalização

A Operação Mata Atlântica em Pé é resultado dos alertas de desmatamento detectados pela plataforma MapBiomas, cujos alertas são encaminhados pelo Ministério Público à Coordenadoria de Gestão do Território, da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. Nesse sentido, os alertas encaminhados pelo Ministério Público foram analisados pela Gerência de Gestão do Território (GERGET), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e, neste ano, foram encaminhados 81 polígonos de desmatamento para fiscalização.

Contudo, no âmbito do Estado do Rio, o planejamento operacional incorporou uma fonte complementar de dados estratégicos a partir do Programa Olho no Verde. Essa iniciativa, que está completando uma década neste ano, utiliza metodologias e ferramentas próprias de monitoramento, via satélite, para ampliar a capacidade de identificação e fiscalização de áreas com indícios de supressão de vegetação em todo o território fluminense.

Em 2025, a operação no Estado do Rio de Janeiro contemplou 36 alertas de desmatamento, distribuídos em 14 municípios fluminenses, totalizando uma área de 101,43 hectares. Dos alertas atendidos, a edição de 2026 apresentou um aumento de, aproximadamente,  366,7% em relação a 2025, passando de 36 alertas atendidos no ano passado  para 168 alertas atendidos em 2026.

Em relação à abrangência territorial, o número de municípios com alertas efetivamente atendidos aumentou cerca de 357,1%, passando de 14 municípios em 2025 para 64 municípios em 2026.

Quanto à área, considerando os hectares efetivamente abrangidos pelas ações de fiscalização, houve um aumento de aproximadamente 209,6%, passando de 101,43 hectares em 2025 para 314,01 hectares em 2026.

A estratégia permitiu que a operação fosse além dos alertas inicialmente encaminhados pelo Ministério Público, utilizando a capacidade de monitoramento do Olho no Verde para identificar novos alvos e direcionar a fiscalização para diferentes regiões do território fluminense. A integração entre monitoramento por sensoriamento remoto, análise técnica e fiscalização em campo reforçou a atuação conjunta entre Estado e municípios e ampliou a capacidade de resposta no combate à supressão ilegal de vegetação.

Preparação, capacitação e conclusão da operação

A dimensão da operação também pode ser observada pelo esforço empregado na preparação, execução e consolidação das ações. Foram contabilizadas mais de 60 horas de atividades operacionais, incluindo nove horas de análise dos alertas encaminhados pelo Ministério Público;  11 horas de triagem dos alertas adicionais; oito horas de reuniões com os entes municipais; três horas de atividades em sala de operação; cinco horas de capacitação para utilização do formulário Survey123 e procedimentos de fiscalização e 23 horas destinadas à análise e a consolidação das informações e elaboração do relatório final.–

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