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Fibromialgia vai além da dor e será tema de encontro gratuito em Petrópolis

A dor persistente é o sintoma mais conhecido da fibromialgia, mas está longe de ser o único desafio enfrentado por quem convive com a síndrome. Fadiga, alterações no sono, dificuldades de concentração, ansiedade e impactos na saúde emocional também podem fazer parte da rotina dos pacientes. Para ampliar a discussão sobre esses diferentes aspectos, a Frente Nacional de Combate ao Câncer (FNCC) promove nesta terça-feira (15), às 9h, em Petrópolis, o encontro “Além da Dor: Cuidando do Corpo, da Mente e das Emoções”.
Gratuita e aberta ao público, a atividade será realizada na sede da instituição, na Rua Monsenhor Bacelar, 569, no Centro, e integra as ações do Setembro Amarelo. A programação foi organizada para abordar a fibromialgia a partir de diferentes áreas, destacando a importância do cuidado integral.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 3% da população brasileira tem fibromialgia. Entre os pacientes, de sete a nove em cada dez são mulheres, embora a síndrome também possa atingir homens, idosos, adolescentes e crianças. A condição é caracterizada principalmente por dor crônica e generalizada, relacionada a alterações na forma como o sistema nervoso central processa e percebe os estímulos dolorosos.
A fibromialgia não provoca inflamação ou deformidades nas regiões doloridas, o que contribui para que muitas vezes seja incompreendida ou subestimada. Os sintomas podem incluir, além da dor, cansaço excessivo, distúrbios do sono, alterações de memória e atenção, dores de cabeça, formigamentos e manifestações emocionais.
O diagnóstico é essencialmente clínico e leva em consideração o histórico do paciente, a evolução e as características dos sintomas. Não existe um exame específico capaz de confirmar isoladamente a fibromialgia. Segundo especialistas do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), o conhecimento do perfil do paciente e a avaliação da evolução dos sintomas são fundamentais para o diagnóstico.
Outro aspecto importante é que a síndrome pode comprometer diferentes áreas da vida. A dor e o cansaço podem dificultar atividades profissionais, exercícios físicos, tarefas domésticas e momentos de lazer. Alterações no sono e problemas emocionais também podem agravar a percepção da dor, criando um ciclo que interfere diretamente na qualidade de vida.
Por esse motivo, o tratamento costuma exigir uma abordagem multidisciplinar. O Ministério da Saúde destaca a importância da atividade física regular, do acompanhamento psicológico e emocional e de outras estratégias não medicamentosas, além do tratamento definido pelos profissionais de saúde. O atendimento pelo SUS inclui acompanhamento na atenção básica e, quando necessário, encaminhamento para atendimento especializado e reabilitação.
É justamente essa perspectiva ampliada que será levada para o encontro da FNCC. A programação terá a participação da nutricionista Maitê Simas, da psicóloga Ingrid Maia, do terapeuta integrativo Fred Fiori e da assistente social Claudia Farias.
Entre os assuntos previstos estão alimentação, disposição e bem-estar; a relação entre fibromialgia e saúde emocional; técnicas de toque, relaxamento e autocuidado. Também será realizada uma roda de conversa conduzida pelo Serviço Social com o tema “O que me ajuda nos dias difíceis?”.
A escolha do tema também dialoga com o trabalho realizado pela FNCC junto a pacientes oncológicos. Segundo a instituição, parte desse público também convive com a fibromialgia, enfrentando simultaneamente os desafios relacionados ao tratamento do câncer e os efeitos das dores crônicas.
A proposta do encontro é criar um espaço de informação, acolhimento e troca de experiências, mostrando que o enfrentamento da fibromialgia não deve se limitar ao controle da dor. Corpo, mente, emoções e condições sociais fazem parte de um mesmo processo de cuidado.
A atividade é voltada a pessoas com fibromialgia, familiares, cuidadores, pacientes oncológicos e demais interessados em conhecer melhor a síndrome.

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