Foto: JI

Ministério da Saúde anuncia adesão de dois novos hospitais privados do RJ ao Agora Tem Especialistas e garante mais cirurgias gratuitas no SUS

Dois hospitais de Petrópolis farão, juntos, mais de R$ 3,3 milhões por ano em cirurgias e procedimentos de saúde gratuitos para pacientes da rede pública de saúde. No RJ, hospitais da Rede D’Or também participam do programa do governo federal

Dois hospitais privados de Petrópolis, no Rio de Janeiro, agora fazem parte do Agora Tem Especialistas, ampliando o número de hospitais privados, com e sem fins lucrativos, que atendem gratuitamente pacientes do SUS pelo programa do governo federal. O Hospital Sociedade Médico Hospitalar (SMH) e o Hospital de Olhos Dr. Tannure assinaram contrato com o Ministério da Saúde neste sábado (24) para realizar quase 2 mil cirurgias para pacientes do SUS, somando mais de R$ 3,3 milhões em atendimentos.

Com a entrada desses hospitais, o programa já conta com 34 instituições de saúde privadas, com ou sem fins lucrativos, que garantirão, por ano, R$ 178 milhões em procedimentos de média e alta complexidade para a população que utiliza a rede pública de saúde. Viabilizada pela iniciativa do governo federal, a medida é possível graças a adoção de um modelo pioneiro no sistema de saúde brasileiro: a troca de atendimento especializado por créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer.

“Hoje o Ministério da Saúde está presente em Petrópolis para aprofundar o diálogo, construir parcerias importantes e garantir mais saúde e mais acesso à atenção especializada. Dois hospitais de Petrópolis vão fazer adesão ao programa Agora Tem Especialistas, na modalidade crédito financeiro. Este componente possibilita que a unidade privada possa pagar impostos federais atendendo o povo brasileiro. O programa é uma grande mobilização do sistema de saúde para reduzir tempo de espera de atendimento especializado. E com a adesão dos hospitais em Petrópolis, ampliamos a ação em R$ 3 milhões de reais por ano, significando mais de mil procedimentos de atenção especializada por ano para Petrópolis e região. É o governo federal garantindo parceria com estados e municípios para atender mais e mais rápido o povo brasileiro e o povo de Petrópolis e região”, disse o diretor nacional do Agora Tem Especialistas, Rodrigo Oliveira.

No Hospital Sociedade Médico Hospitalar (SMH), pacientes do SUS encaminhados pela secretaria municipal de Petrópolis (RJ) poderão realizar cirurgias relacionadas às glândulas endócrinas e aparelho digestivo, além de pequenas cirurgias e procedimentos dermatológicos e urológicos. Em um ano, a instituição realizará mais de R$ 2,1 milhões de cirurgias, sendo R$ 181,3 mil por mês.

Já no Hospital de Olhos Dr. Tannure serão oferecidas cirurgias oftalmológicas no valor de R$ 1,1 milhão, o que representa uma produção mensal média de R$ 95,9 mil.

No Rio de Janeiro, o programa Agora Tem Especialistas também conta com a adesão da Rede D’Or. Inicialmente, duas unidades da rede vão atender pacientes do SUS: o Gloria D’Or, na cidade do Rio, e o Niterói D’Or, em Niterói. Juntas, apenas essas duas unidades do grupo realizarão para o SUS cerca de 100 cirurgias cardiológicas por ano no valor de R$ 3,6 milhões.

No estado, pacientes do SUS também podem contar com atendimento especializado em oncologia na área de ginecologia. A saúde da mulher e a oncologia são áreas prioritárias do programa do governo federal, que, apenas nesse hospital especializado em serviços de alta complexidade, vai garantir para o SUS a realização de 204 procedimentos por ano, que totalizam mais de R$ 952 mil.

Hospitais privados no SUS trazem mais atendimento e menor tempo de espera

Até o momento, o programa já aprovou 197 propostas. Isso significa que a rede privada de saúde deve ampliar ainda mais a prestação de serviços de média e alta complexidade em áreas prioritárias para a rede pública.

Atualmente, nove hospitais privados e filantrópicos já começaram a realizar consultas, exames e cirurgias para a rede pública pelo Agora Tem Especialistas, para desafogar a demanda reprimida em apoio a estados e municípios: o Hospital das Clínicas em Alagoinhas (BA); a Fundação Lucas Machado/Feluma, em Belo Horizonte (MG); o Centro Especializado em Olhos Cynthia Charone, em Belém (PA); o Hospital e Maternidade São Francisco, em Niterói (RJ); o Hospital Santa Terezinha, em Sousa (PB); a Santa Casa de Sobral, no município do mesmo nome (CE); os hospitais Santa Maria e Med Imagem, ambos em Teresina (PI); e o Hospital Maranhense, em São Luís (MA).

Para participarem, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, além de avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende as necessidades do SUS nos estados e municípios.

Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, que poderá ser consultada pelos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

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