Retenção de material foi intensificada em razão das fortes chuvas registradas ao longo do mês no estado
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) recolheu, ao longo do mês de janeiro, um total de 1.043,88 toneladas de resíduos por meio do trabalho das ecobarreiras instaladas em rios estratégicos do estado. O volume expressivo está diretamente relacionado às intensas chuvas registradas durante o período, que aumentaram o carregamento de lixo para os cursos d’água.
Na Baía de Guanabara, as 17 ecobarreiras em operação foram responsáveis pela retenção de 586,20 toneladas de resíduos, impedindo que o material alcançasse o espelho d’água da baía. Já no Sistema Lagunar da Bacia de Jacarepaguá, as cinco ecobarreiras instaladas recolheram 457,68 toneladas ao longo do mês.
As equipes do Inea atuam regularmente no monitoramento, retirada e destinação adequada dos resíduos acumulados nas estruturas, com apoio de caminhões, maquinários e equipes técnicas. Entre os materiais mais encontrados estão resíduos de origem doméstica, além de galhos, troncos e materiais arrastados pela força da água durante os temporais.
– O mês de janeiro foi marcado por chuvas intensas e os números mostram a importância das ecobarreiras como uma linha de defesa fundamental para a proteção dos corpos hídricos. Essas estruturas evitam que grandes volumes de resíduos cheguem à Baía de Guanabara e aos sistemas lagunares, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental – destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Após a retirada, os resíduos são encaminhados para centros de tratamento licenciados, onde recebem destinação ambientalmente adequada. O trabalho com ecobarreiras integra a rotina permanente de manutenção ambiental do estado e faz parte de um conjunto de ações voltadas à preservação dos rios, canais e ecossistemas costeiros do Rio de Janeiro.
Em 2025, o trabalho contínuo das ecobarreiras apresentou resultados expressivos. Na Baía de Guanabara, as estruturas foram responsáveis pela retenção de 7.380,52 toneladas de resíduos, com investimento total de cerca de R$ 9,8 milhões. Já na Bacia de Jacarepaguá, as ecobarreiras recolheram 7.012,80 toneladas, com aporte de R$ 3,4 milhões.
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