Reunião com o presidente Wadih Damous e o assessor Chico D’Ângelo debateu suspensão de atendimentos, falhas na rede credenciada e possibilidade de transferência de plano em regime especial
Em meio a relatos de terapias interrompidas, procedimentos suspensos e ausência de respostas efetivas por parte de operadoras de saúde, o deputado estadual Yuri Moura participou de uma reunião na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ao lado da Associação Nenhum Direito a Menos para tratar da situação de crianças com deficiência, pacientes oncológicos e beneficiários em tratamento de diálise. O encontro ocorreu com o presidente da agência, Wadih Damous, e contou com a participação do assessor Chico D’Ângelo, que intermediou o diálogo institucional.
Durante a reunião, foram apresentadas denúncias de que clínicas de reabilitação vêm suspendendo terapias e atendimentos por falta de repasse financeiro da Unimed. Também foi exposto que a operadora tem ampliado sua rede credenciada com clínicas sem qualificação técnica e estrutura compatíveis com as exigências dos laudos médicos, resultando em atendimentos inadequados às necessidades reais dos pacientes. Soma-se a isso o descredenciamento de médicos, redes hospitalares e laboratórios por atraso ou ausência de pagamento, o que reduz drasticamente a rede assistencial disponível e impõe aos beneficiários insegurança e risco de descontinuidade do cuidado.
A presidente da Associação Nenhum Direito a Menos, Fabiane Simão, destacou que é primordial que as mães sejam ouvidas diretamente pela direção da agência reguladora e reforçou a urgência de medidas concretas. “Apresentamos todas as situações que vêm ocorrendo, como clínicas que deixam de atender por falta de pagamento, médicos que não mantêm as especialidades na rede e pacientes que permanecem sem resposta. Saímos com a perspectiva de análise da possibilidade de transferência do plano sem carência, em regime especial, para as famílias que já não conseguem permanecer na operadora diante dessas falhas”, afirmou.
Fabiane ressaltou ainda que a interrupção de terapias compromete o desenvolvimento e a própria qualidade de vida das crianças atendidas. “Essa reunião garante uma perspectiva para tentar superar um modelo de plano de saúde que está colapsando. A transferência sem carência é fundamental para proteger essas famílias”, declarou.
Yuri Moura enfatizou que o mandato popular mantém escuta ativa com as mães atípicas e acompanha mais de 200 processos judiciais relacionados à negativa ou à suspensão de cobertura assistencial. Segundo ele, a audiência na ANS representa um passo institucional relevante diante da força econômica das operadoras de saúde. “É fundamental que a associação seja recebida e que a presidência da agência escute diretamente essas famílias. Estamos construindo um caminho para garantir respeito às mães e aos seus filhos. Direito à saúde não é favor”, afirmou o parlamentar.
Ao final do encontro, ficou sinalizado que a ANS irá analisar a possibilidade de adoção de regime especial que permita a portabilidade sem cumprimento de carência para usuários prejudicados, medida considerada estratégica para assegurar a continuidade de tratamentos essenciais e evitar novas interrupções.
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