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Fórum inédito em Petrópolis propõe debate crítico sobre a desmedicalização da vida

Evento aberto ao público reúne pesquisadores e profissionais da saúde para discutir práticas que questionam a patologização do cotidiano nos dias 17 e 18 de abril

O que é a desmedicalização da vida? Por que discutir a crescente medicalização do cotidiano? Quem pode participar desse debate e onde ele acontece? Essas são algumas das questões que norteiam o I Fórum Regional de Práticas em Desmedicalização da Vida, que será realizado nos dias 17 e 18 de abril, na Estácio Petrópolis. Aberto ao público e com inscrições já disponíveis online, o evento reúne pesquisadores, estudantes e profissionais para refletir sobre os impactos da patologização do humano e propor caminhos mais coletivos, críticos e libertadores para a saúde mental.
O I Fórum Regional de Práticas em Desmedicalização da Vida é uma iniciativa do Grupo de Estudos e Pesquisas em Desmedicalização da Vida e surge com o objetivo de promover um espaço de debate sobre práticas desmedicalizantes. A proposta é problematizar os processos históricos de patologização do humano, que se manifestam em diferentes esferas, como nas infâncias, nas vivências das mulheres, na saúde mental e nas questões raciais.
Ao questionar a naturalização da medicalização da vida, o Fórum também propõe reflexões sobre a mercantilização dos corpos e o incentivo ao uso de substâncias psicotrópicas, frequentemente associado ao fortalecimento da indústria farmacêutica. A iniciativa aposta na construção coletiva de alternativas que promovam a despatologização e a descolonização das práticas em saúde.
Segundo Lucas Rocha Gonçalves, coordenador do curso de Psicologia da Estácio Petrópolis e pesquisador do grupo organizador, o evento amplia o acesso a discussões que, muitas vezes, ficam restritas aos grandes centros.
“Realizar o primeiro Fórum Regional sobre práticas em Desmedicalização da Vida significa regionalizar debates que, em sua maioria, se concentram nas grandes cidades. O Fórum reunirá importantes pesquisadores do campo da saúde mental, sendo uma oportunidade de democratizar o acesso dos alunos da área da saúde e afins a discussões de relevância nacional e internacional”, destaca.
A programação do evento inclui mesas temáticas que abordam diferentes perspectivas da desmedicalização:
17 de abril (18h30 às 12h):

  • Um panorama sobre a a desmedicalização da vida no Brasil: caminhando pela arte/vida. Com: Cláudia C. Guimarães Gomes, Leandra Brasil da Cruz, Paulo Amarante.

18 de abril – manhã (9h às 12h):

  • Entre a existência e o diagnóstico: o que fazemos com o autismo? Com: Rosano Cabral Lima, Pedro Rodrigues de Almeida, Vanessa de Oliveira Gomes e Mariana Amorim.
  • A medicalização dos corpos negros: um debate sobre (des)patologização e poder. Com: Amanda Aparecida dos Santos Souza, Clarice Botelho Luciano e Thamiris Alves.
  • Entre a escuta e a prescrição: ensino, clínica e a (des)medicalização dos saberes. Com: Bruna Luiza, Natália Vargas Fialho, Lucas da Rocha Gonçalves e Thaís Nunes da Costa.
  • A viralização do sofrimento: redes sociais e medicalização. Com: Sylvio Pecoraro Júnior, Felipe Stephan Lisboa, João 4 Pedro Martins de Oliveira, Mariana Soares Machado Carius e Yasmim Ferreira Pinheiro de Souza.
    18 de abril – tarde (14h às 17h):
  • Do sofrimento aos medicamentos: propondo alternativas (des)medicalizantes de cuidado coletivo em saúde. Com: Marcos Rochedo Ferraz, Cuidadores e Usuários do Coletivo SUStenta Cannabis Yasmin Lopes Pires.
  • Quando a escola vira consultório: infâncias, diagnóstico e resistências. Com: Ana Lúcia Adriana C. Lopes, Jader Janer Moreira Lopes, Reinaldo Lima, Maria Luiza Damásio da Costa e Milana Mathias do Nascimento.
  • Subjetividade e norma: violências de gênero, sexualidade e caminhos (des)medicalizantes. Com: Lucas Fontaine, Mariah Carvalho, Thamiris Alves, Felipe Silveira, Fernanda Nunes Prata e Isadora Aielo Tassi .
  • Neoliberalismo e violências do Estado: vozes silenciadas e movimentos de resistência. Com: Sophia Iglesias Miranda, Mateus Neto dos Reis, Victoria Antonieta Tapia Gutiérrez e Kamila da Silva Pitzer.
    O evento será realizado na Estácio Petrópolis, localizada na Rua Bingen, 50, no bairro Bingen. As inscrições estão abertas e podem ser feitas por meio do link: https://www.even3.com.br/i-forum-regional-de-praticas-em-desmedicalizacao-da-vida-705827 também disponível no Instagram @desmedicalizacaodavida. As vagas são limitadas.
    A expectativa dos organizadores é que o Fórum contribua para a formação de uma rede de apoio entre estudantes, profissionais e pesquisadores, fortalecendo iniciativas que promovam uma saúde mental mais crítica, coletiva e comprometida com a liberdade e a diversidade das experiências humanas.

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